Um gateway de pagamento é o serviço que recebe o pagamento do cliente (cartão, Pix, boleto, carteira digital), processa a transação e repassa o dinheiro para a sua conta. Quando a venda cruza a fronteira, a escolha fica mais difícil: há gateways feitos para a empresa brasileira que quer vender para fora e outros feitos para a empresa estrangeira que quer vender para brasileiros. Muitas listas misturam os dois casos sem avisar.
Comparamos sete gateways que aparecem quando se procura uma solução internacional para empresas brasileiras. Para cada um, indicamos qual dos dois lados ele atende, quais taxas estão publicadas no site, quantas moedas e quais métodos de pagamento a empresa diz oferecer e o que ela mostra de presença e atendimento no Brasil.
Resumo rápido
- Stripe: a opção mais completa para a empresa brasileira que vende online para clientes do mundo todo, com taxas publicadas e entidade regulada no Brasil.
- PayPal: prático para começar a receber de compradores de mais de 200 mercados, mas com o custo publicado mais alto da lista.
- EBANX: empresa de Curitiba fundada em 2012, focada em marcas globais que vendem para o Brasil e outros mercados emergentes.
- dLocal: para empresas estrangeiras que querem cobrar em reais, com Pix e boleto, sem abrir empresa no Brasil.
- Unlimit: alternativa com instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central e mais de 150 moedas, com preço sob consulta.
- Mercado Pago: forte para vender dentro do Brasil e em alguns países da América Latina, com pouco voltado a vendas internacionais nas páginas que abrimos.
- Nuvei: cobertura global ampla, mas sem informações específicas sobre o Brasil no site em português.
Comparação dos 7 gateways de pagamento internacional
| Gateway | Para quem | Taxas publicadas | Moedas/métodos | Suporte em português |
|---|---|---|---|---|
| Stripe | Empresa brasileira vendendo no Brasil e para fora | Cartão nacional 3,99% + R$ 0,39; +2% cartão internacional | Mais de 135 moedas; Pix, boleto, cartões | Central de ajuda em português |
| PayPal | Empresa brasileira vendendo para fora | 4,79% + R$ 0,60; +1,61% internacional; 3,5% na conversão | 200+ mercados, 130+ moedas | Site em português; telefone 0800 |
| EBANX | Empresa estrangeira vendendo para o Brasil | Sob consulta | 20+ países, 200+ métodos | Site em português; sede em Curitiba |
| dLocal | Empresa estrangeira vendendo para o Brasil | Sob consulta | 60+ países, 1.000+ métodos; Pix e boleto | Escritório em São Paulo; idioma não indicado |
| Unlimit | Empresa estrangeira vendendo para o Brasil | Sob consulta | 150+ moedas, 1.000+ métodos; Pix e boleto | Site em português; ouvidoria 0800 |
| Mercado Pago | Empresa brasileira vendendo no Brasil e na América Latina | Não conferidas | 7 países; cartão, Pix, boleto | Documentação em português |
| Nuvei | Empresas globais de vários setores | Sob consulta | 150+ moedas, 720+ métodos | Site em português; suporte não indicado |

Os 7 melhores gateways de pagamento internacional em detalhe
1. Stripe

A Stripe opera no Brasil pela Stripe Brasil Soluções de Pagamento Ltda., que o rodapé do site apresenta como instituição de pagamento. Segundo a página de preços, a tarifa padrão é de 3,99% + R$ 0,39 por transação com cartão nacional, com 2% adicionais quando o cartão é internacional, sem mensalidade nem taxa de configuração. O boleto pago custa R$ 3,45, e o Pix custa 1,19%, mas está disponível somente por convite. A empresa diz aceitar mais de 135 moedas.
Para abrir a conta brasileira, a central de ajuda em português pede CPF ou CNPJ, um endereço comercial no Brasil, uma conta bancária em reais e um representante legal com CPF e residente no país. Quem tem uma LLC nos EUA pode usar a Stripe americana; explicamos as diferenças em Stripe para brasileiros com LLC.
Ideal para: empresas brasileiras de software, assinaturas e comércio online que vendem para o Brasil e para o exterior. Porque se destaca: é o único gateway da lista que publica uma tabela de taxas completa para o Brasil, atende empresas com CNPJ e cobra em mais de 135 moedas. Prós: taxas publicadas e sem mensalidade; entidade regulada no Brasil; cartões internacionais aceitos; central de ajuda em português. Contras: cartão internacional custa 2% a mais; Pix só por convite; o representante legal da conta brasileira precisa morar no Brasil. Preço: 3,99% + R$ 0,39 por cartão nacional; +2% em cartão internacional; boleto R$ 3,45; Pix 1,19% (por convite).
2. PayPal
O PayPal para empresas permite que a empresa brasileira aceite pagamentos de clientes em mais de 200 mercados e em mais de 130 moedas, segundo o site, que cita até 400 milhões de contas ativas no mundo. Para o comprador estrangeiro, pagar com uma conta PayPal que ele já tem reduz o atrito no checkout.
A página de tarifas para comerciantes, atualizada em 16 de julho de 2025, indica 4,79% + R$ 0,60 por venda nacional e 1,61% a mais em vendas internacionais. Quando o pagamento chega em outra moeda, a conversão cobra 3,5% acima da taxa de câmbio base. A transferência do saldo para a conta bancária não tem tarifa, segundo a mesma página.
Ideal para: prestadores de serviço e lojas pequenas que recebem de compradores estrangeiros acostumados a pagar com PayPal. Porque se destaca: cobertura de mercados e moedas ampla e taxas publicadas em detalhe. Prós: abertura simples; comprador paga com a própria conta PayPal; taxas publicadas; saque para o banco sem tarifa. Contras: somando tarifa, adicional internacional e conversão, é o custo publicado mais alto da lista; a página de negócios não menciona Pix. Preço: 4,79% + R$ 0,60 por venda; +1,61% em vendas internacionais; 3,5% na conversão de moeda.
3. EBANX

O EBANX foi fundado em 2012 em Curitiba, onde fica a sede, e tem escritório em São Paulo, segundo a página institucional. A empresa se apresenta como solução de pagamentos para marcas globais em mercados emergentes e diz atuar em mais de 20 países, 14 deles na América Latina, com mais de 200 métodos de pagamento, incluindo Pix e boleto.
No site em português, a empresa lista pagamentos transfronteiriços, pay-in e payout com liquidação internacional, doméstica ou híbrida, pagamentos B2B de alto valor e cobrança recorrente. Segundo o site em inglês, a marca estrangeira pode vender nesses mercados sem abrir uma empresa local.
Ideal para: empresas estrangeiras, inclusive uma LLC americana de fundador brasileiro, que vendem para consumidores no Brasil e na América Latina. Porque se destaca: é de origem brasileira, tem site em português e mais de uma década de atuação em pagamentos na região. Prós: sede no Brasil; mais de 200 métodos de pagamento; cobertura de América Latina, África e Ásia; dispensa empresa local, segundo o site. Contras: preço sob consulta; o site não descreve uma oferta para a empresa brasileira que vende para o exterior como foco principal. Preço: sob consulta.
4. dLocal

A dLocal nasceu no Uruguai, abriu capital em junho de 2021 e diz conectar comerciantes globais a consumidores de mercados emergentes em mais de 60 países, com mais de 1.000 métodos de pagamento. No Brasil, a empresa tem escritório em São Paulo e opera pela Dlocal Brasil Instituição de Pagamento S.A., segundo a página institucional.
Na página sobre o Brasil, a dLocal lista Pix, boleto, cartões como Visa, Mastercard, Elo e Hipercard, carteiras como PicPay e nupay e transferências de bancos brasileiros. A empresa diz que o cliente pode cobrar em moeda local sem ter uma entidade no país.
Ideal para: empresas estrangeiras de porte médio e grande que querem cobrar em reais de consumidores brasileiros. Porque se destaca: entidade de pagamento no Brasil e lista detalhada de métodos locais. Prós: Pix, boleto e cartões locais; dispensa empresa no Brasil, segundo o site; cobertura de mais de 60 países. Contras: preço sob consulta; o site não indica atendimento em português; não atende a empresa brasileira que quer vender para fora. Preço: sob consulta.
5. Unlimit

A Unlimit diz aceitar pagamentos em mais de 150 moedas e mais de 200 localidades, com mais de 1.000 métodos de pagamento. O site em português identifica a Unlimit Brasil Instituição de Pagamento Ltda. como empresa autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil e informa a ouvidoria pelo 0800 033 0317.
A página de cobertura do Brasil lista Pix, boleto, cartões (incluindo Elo), Apple Pay, Google Pay, carteiras como PicPay, Mercado Pago e PayPal e o NuPay. A empresa foca em comércio eletrônico, jogos, viagens, assinaturas, transporte e entretenimento.
Ideal para: empresas estrangeiras desses setores que querem entrar no Brasil e em outros países da América Latina. Porque se destaca: instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central e site em português. Prós: ampla lista de métodos brasileiros; mais de 150 moedas; canal de ouvidoria no Brasil. Contras: preço sob consulta; o site não detalha uma oferta para empresa brasileira vender para fora; ano de fundação não indicado. Preço: sob consulta.
6. Mercado Pago

O Mercado Pago é um dos gateways mais usados para vender dentro do Brasil. Segundo a documentação do Checkout Pro, em português, o checkout aceita cartão de crédito ou débito, Pix, boleto, saldo em conta Mercado Pago e a linha de crédito da empresa, e está disponível em Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e Uruguai.
As páginas de tarifas do Mercado Pago bloquearam o nosso acesso em 6 de novembro de 2026, por isso não publicamos taxas aqui. A documentação que abrimos não menciona cartões emitidos fora desses países nem cobrança em outras moedas.
Ideal para: empresas brasileiras que vendem principalmente no Brasil e querem um checkout conhecido pelo consumidor. Porque se destaca: métodos de pagamento brasileiros completos e documentação em português. Prós: Pix, boleto e cartões; checkout familiar para o comprador brasileiro; presença em sete países da América Latina. Contras: as páginas que abrimos não tratam de vendas para fora da América Latina; não conseguimos conferir as taxas. Preço: confira no site oficial.
7. Nuvei

A Nuvei diz oferecer adquirência local em mais de 50 países, conexão com mais de 200 mercados, mais de 150 moedas e mais de 720 métodos de pagamento em uma única integração. Atende comércio online, viagens, marketplaces, jogos, serviços financeiros, assinaturas digitais, B2B e pequenas empresas.
O site tem versão em português, mas a página que abrimos não menciona adquirência no Brasil, Pix, boleto ou uma entidade brasileira; há apenas um link para informações e políticas do Brasil no rodapé.
Ideal para: empresas de maior porte que vendem em muitos países e procuram um único processador global. Porque se destaca: a maior cobertura de moedas e mercados entre os processadores globais da lista. Prós: mais de 150 moedas; mais de 720 métodos de pagamento; site em português. Contras: preço sob consulta; sem informações específicas sobre o Brasil no site em português; suporte em português não indicado. Preço: sob consulta.
Como escolher um gateway de pagamento internacional
- Defina de que lado você está. Se a sua empresa tem CNPJ e quer vender para fora, procure um gateway que abra conta para empresa brasileira e aceite cartão internacional, como Stripe e PayPal. Se você tem uma empresa no exterior, por exemplo uma LLC americana, e quer vender para brasileiros, EBANX, dLocal e Unlimit dizem permitir cobrar em reais sem abrir empresa no Brasil.
- Some todas as tarifas. Um gateway pode ter tarifa base baixa e cobrar à parte por cartão internacional e por conversão de moeda. No PayPal, por exemplo, a venda internacional recebida em outra moeda soma tarifa, adicional internacional e conversão.
- Confira os métodos de pagamento do seu cliente. O consumidor brasileiro usa muito Pix e boleto; o comprador americano ou europeu paga com cartão ou carteira digital. Um gateway que não oferece o método preferido do cliente perde vendas.
- Veja quem é a entidade no Brasil. Stripe, dLocal e Unlimit indicam no site uma instituição de pagamento brasileira. Isso ajuda a saber quem responde pela operação no país.
- Peça proposta quando o preço for sob consulta. Gateways para empresas maiores negociam taxas por volume. Peça a proposta por escrito, com tarifa, conversão e prazo de repasse.

Se o gateway vai depositar em dólar, você também vai precisar decidir como trazer esse dinheiro para o Brasil; comparamos as opções em melhores plataformas para receber dos EUA.
Erros comuns
- Escolher um gateway feito para o lado errado. dLocal e EBANX são pensados para quem vende para o Brasil a partir de fora; para a empresa brasileira que vende para o exterior, o caminho costuma ser outro.
- Ignorar a taxa de conversão. A tarifa por venda é só uma parte do custo. A conversão de moeda pode pesar tanto quanto a tarifa.
- Contar com o Pix sem confirmar. Na Stripe Brasil, o Pix está disponível somente por convite.
- Esquecer os impostos do lado americano. Quem vende para consumidores nos EUA pode ter obrigações de sales tax; explicamos em sales tax para quem vende do Brasil.
Perguntas frequentes
Qual é o melhor gateway de pagamento internacional para empresa brasileira?
Pelos nossos critérios, a Stripe ficou em primeiro lugar em 6 de novembro de 2026: atende empresas com CNPJ, aceita cartões internacionais, cobra em mais de 135 moedas e publica as taxas. O PayPal vem em seguida para quem recebe de compradores que já usam a carteira. A melhor escolha depende do seu volume e do seu cliente.
Uma empresa brasileira pode aceitar cartão internacional pela Stripe?
Sim. Segundo a página de preços da Stripe Brasil, transações com cartão internacional custam 2% a mais que a tarifa padrão de 3,99% + R$ 0,39. A abertura da conta brasileira exige CPF ou CNPJ, endereço comercial no Brasil e representante legal residente no país.
Quanto o PayPal cobra em uma venda internacional?
A página de tarifas do PayPal Brasil indica 4,79% + R$ 0,60 por venda, mais 1,61% quando a venda é internacional. Se o pagamento chega em outra moeda, há ainda 3,5% acima da taxa de câmbio base na conversão. Confira a página antes de vender, porque as tarifas podem mudar.
Uma empresa estrangeira consegue cobrar em reais sem abrir empresa no Brasil?
EBANX, dLocal e Unlimit atendem empresas estrangeiras que vendem para consumidores brasileiros, com métodos locais como Pix e boleto. EBANX e dLocal dizem no site que o cliente não precisa de uma entidade local para isso. As condições e taxas são negociadas com o time comercial de cada empresa.
Por que vários gateways não publicam preço?
EBANX, dLocal, Unlimit e Nuvei trabalham com empresas de médio e grande porte e definem as taxas em proposta, conforme volume, setor e países. Por isso o site mostra só o contato comercial. Peça a proposta por escrito e compare o custo total, incluindo conversão de moeda.
O Mercado Pago serve para vender para o exterior?
A documentação do Checkout Pro que abrimos lista disponibilidade em sete países da América Latina, incluindo o Brasil, e não menciona cartões estrangeiros nem outras moedas. Para vender para fora da região, confirme com o Mercado Pago antes de contar com ele.
Para continuar, veja como usar o Stripe com uma LLC, as melhores plataformas para receber dos EUA e como escolhemos as empresas dos nossos rankings. Tributação de vendas internacionais e câmbio dependem do seu caso; confirme os detalhes com um contador no Brasil e, se você tiver empresa nos EUA, também lá.



